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Bichinhos na Cabeça

Campanha Bichinhos na Cabeça

Contextualização

Inspirada na expressão popular Ter bichinhos na cabeça, a Campanha de sensibilização “Bichinhos na cabeça” é uma iniciativa conjunta da Rosto Solidário e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. O objetivo da Campanha é despertar a consciência sobre a origem dos preconceitos e dos tipos de discriminação social que marcam a desigualdade e injustiça social, por exemplo nas diferentes práticas desportivas.

A Campanha decorre no âmbito do Projeto Feira Sem Preconceito que contou com o apoio do Conselho da Europa e do Projeto CORPLAY – “Counter Radicalization Play Sport”! que conta com o apoio do Programa Erasmus+ Sports.

Os Bichinhos

São 8 os Bichinhos que compõem esta campanha. Cada bichinho procura representar uma forma de discriminação social que pode despoletar processos de radicalização. A conceptualização de cada um dos “Bichinhos“ tem por base as conclusões de um processo de mapeamento de Rumores existentes no concelho de Santa Maria da Feira, e de uma chamada à submissão de histórias e/ou testemunhos pessoais de radicalização e contra-radicalização no desporto promovida em quatro países: Bulgária, Grécia, Itália e Portugal.

 

Discriminação religiosa

“During soccer trainings I always felt being an integral part of the group. At least initially, I am sure that my skills in the role I played have helped me in building relationships. But in post-matches and after trainings, religion or the different ideas I had compared to the rest of the group, made me often feel often excluded. Moreover, I received racist insults in the pitch during matches.” Jogador de Futebol | Itália |Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

 

 

 

Discriminação com base na deficiência

“Há vários tipos de discriminação, não apenas as questões raciais, aqui não temos muito disso, felizmente. Tipos de discriminação, sociais, religiosas, de género, questões étnicas, há um conjunto muito grande de discriminações. Depois há um tipo de discriminação que é em relação às pessoas com deficiência física e intelectual.” Responsável da Área de Desporto | Portugal | Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

 

 

 

Discriminação com base na classe social

“In short, from the very first moment, they were keep making insulting comments about my economic, social and family background, talking in front of me loudly and with emphasis about how warm family they have and how much they were loved by their parents and the gifts that they were buying to them and how they are spending their free time and weekends with their parents.” Jogadora de Voleibol | Grécia | Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

Rumores: “Os beneficiários de rendimento e apoio social vivem à custa dos contribuintes.”  &   “Os beneficiários do RSI são malandros.” | Fonte: Mapeamento de Rumores no concelho de Santa Maria da Feira

 

Discriminação de Género

“The first one was told by my daughter and concerns the gender dynamic at the school playground. She is at primary school. Frequently she was left a side in the playground everytime she and the other girl player asked to join the games the boys were having at the soccer field they would say it was because “soccer is not a girl’s sports”. Also at schools some girls – kowing that she plays soccer – told her that she is a tomboy.” Dirigente Desportivo | Portugal |Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

“My friend quit her football career, which she loved and succeeded very much. But, she did not stay silent about this incident, and she attracted the attention all of us. We’ve all seen once again how hard it is to be a woman. We chose not to be silent. We moved together, and we did it. I suggest that women who are exposed to similar situations should not remain silent.” Jogadora de Voleibol | Turquia |Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

Discriminação político-ideológica

“My story concerns one of my teammates from the previous team in which I was playing for. We were at the same age and in the beginning we were spending a lot of time together not only during the training sessions but also after them. He always wanted to know and understand everything around him, about society but also humanity and he was searching through web, reading and discussing about social and political issues. At some point, I also realized through our conversations that he was coming from a nationalist family.  Over time, he started to express a lot of enthusiasm about fascist movements and he was saying things like “People are killing the ideal of a free and strong nation”, “Our nation is unique, precious and superior, that is why we should fight for it and protect it”, etc. Gradually, he started being verbally violent towards others and especially towards people with different national backgrounds and people who were strongly disagreeing with his extreme points of view.” Jogador profissional de futebol | Grécia | |Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

Idadismo

Rumores sobre Jovens:   “As e os jovens são malandros.” &  “Os jovens em risco não se interessam, nem se motivam com nada.”

Rumores sobre Idosos:  “Os idosos são carrancudos.” &  “Os e as idosas só sabem falar mal da vida dos outros.”

Fonte: Mapeamento de Rumores no concelho de Santa Maria da Feira

 

 

 

Discriminação étnica

“Handball is a team sport where there are many athletes of different age, different religions and different ethnic groups. A girl came to the team – Iva, who I later learned was brought up to hate Roma people, to escape contact with them, and believed that all Roma are bad. Four-five Roma girls trained in the same team. In the beginning, Iva was silent and avoided these girls, but then she began to express hostility towards them. If someone had to give her the ball or touch her, she was getting angry and called them “dirty gypsies,” “do not touch me, I do not want to be in a team with you”. The Roma girls did not cause these reactions, but she started to get worse with them and even hit and beat them.” Treinador de Andebol | Bulgária | Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

Rumores : “Os alunos de etnia cigana não gostam nem querem estudar.” & “As pessoas de etnia cigana não têm hábitos de higiene.” &“Os ciganos dedicam-se a práticas ilícitas e atividades duvidosas” & “Não se pode confiar nos ciganos, o que dizem hoje já não é amanhã.” | Fonte: Mapeamento de Rumores no concelho de Santa Maria da Feira

 

Discriminação Racial

“Um passeio normal, de um grupo de 12 pessoas, devidamente equipados e identificados como sendo uma seleção de Portugal, a explorar uma cidade nova naquela que era, para a maioria dos jovens, a primeira experiência no estrangeiro. Durante o passeio começamos a ouvir gritos na direcção do nosso grupo. Primeiro numa língua desconhecida (possivelmente [a língua do país] e depois em inglês. O grupo que nos abordou começou por chamar “macacos” a alguns dos nossos jovens, posteriormente imitaram a linguagem corporal dos primatas e de seguida perguntaram aos jovens se queriam bananas.” Equipa Técnica de Futebol de Rua | Portugal | Fonte: Recolha de histórias sobre (contra) Radicalização no Desporto

 

 

 

Apelo à Ação

Esta Campanha convida-nos

A reconhecer as origens da discriminação, a questionar as nossas perceções sobre diferentes grupos sociais, a desafiar preconceitos, com base no género, na idade, na raça, na etnia, na ideologia política e opções religiosas, entre outros, a mudar de atitude!

E a celebrar a diversidade

… para a construção de relações humanas e sociais mais inclusivas e equitativas, em coerência com os Direitos Humanos!

Atividades concretas:
  1. Esta Campanha irá circular por vários espaços no concelho de Santa Maria da Feira e outros a nível nacional e internacional e pode ser disponibilizada em função dos pedidos que nos façam chegar. Se tem interesse em acolher esta exposição no espaço da sua organização e/ou entidade, contacte-nos.
  2. A Rosto Solidário disponibiliza-se a apresentar a Campanha e/ou facilitar sessões pedagógicas com diferentes grupos e em diferentes contextos, promovendo a reflexão e aprendizagem não formal sobre os temas abordados nesta Campanha.

Para mais informação, para solicitar o empréstimo da Campanha e/ou agendar sessões pedagógicas, contacte-nos através do e-mail cidadaniaglobal@rostosolidario.pt e do número 924 061 099.

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