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Direito à Educação aos olhos de crianças do 1º ciclo de Angola e Portugal

“Eu aprendi que … é bom ter uma família e é importante estarmos reunidos. É bom brincarmos juntos e termos uma escola divertida” e “Eu aprendi que … para alguns meninos é difícil irem à escola e as escolas são diferentes. A maioria dos meninos vai a pé para a escola. O respeito que têm pelos adultos e entre crianças. Partilham o que tem.” – Letícia do 3ºano e André do 4ºano, respetivamente, a respeito das suas aprendizagens sobre a realidade Angolana, no âmbito do Intercâmbio Escola dos Direitos – Direito à Educação.

Este intercâmbio foi promovido no âmbito do Projeto Feira Sem Preconceito, promovido pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em parceria com a Rosto Solidário e incluiu 3 sessões pedagógicas no decorrer de Abril a Junho de 2018. As sessões com base em atividades de educação não-formal, ativas e participativas, centradas na pessoa aprendente procuraram ser um espaço de aprendizagem entre pares feita a partir de diferentes perspetivas das diferentes realidades.

Esta iniciativa dirigida a alunos e alunas do ensino primário, 11 turmas do concelho de Santa Maria da Feira e 8 turmas de Calumbo e Freixiel (províncias de Luanda e Huíla, Angola), abrangeu cerca de 564 participantes. Teve como finalidade a reflexão sobre o Direito à Educação nomeadamente os desafios que se colocam ao acesso e a uma educação de qualidade contemplada no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 – “Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos“

Ao longo das sessões, para uma melhor fomentação da aprendizagem intercultural, procurámos promover o intercâmbio através da troca de correspondência entre os e as participantes.

Na última sessão construímos postais que serão enviados para Angola e a respeito destas trocas o Tomás do 4º ano diz “Queridos amigos, queria vos dizer que adorei falar e conhecer-vos melhor… as perguntas que nos fizeram, os vídeos que tivemos oportunidade de ver e sobretudo quero falar da proximidade que sinto por vós. Abraços.”

Como ficámos a saber que aprenderam e desejam repetir o projeto? Através de palavras idênticas às do Gonçalo e do Miguel, ambos do 4ºano: “Olá, sim temos algumas diferenças é verdade, mas para mim isso não interessa, o importante é o que nos une (…)”, “(…) Adorei o projeto e espero que se possível um dia se repita!”.

A educação para a Cidadania Global para além de permitir conhecer, usufruir e exercer os seus direitos promove o respeito e a consciência pela defesa dos direitos dos outros e outras porque “Lá no fundo somos todos iguais!”.

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